domingo, agosto 06, 2006

Song # 60 - 5 discos para estas férias







Ali Farka Touré - Savane (2006, Nonesuch/World Circuit)

Primal Scream - Riot City Blues (2006, Sony)

Lee Hazlewood - These Boots Are Made For Walkin' - The Complete MGM Recordings (2002, Ace)

The Divine Comedy - Victory For The Comic Muse (2006, Parlophone)

Gaiteiros de Lisboa - Sátiro (2006, Sony BMG)

quarta-feira, julho 19, 2006

Song # 58 - Syd Barrett


Syd Barrett 1946 - 2006
Discografia seleccionada
com os Pink Floyd: "The Piper At The Gates Of Dawn", "A Saucerful Of Secrets" e "Tonite Let's All Make Love In LOndon"
a solo: "The Madcap Laughs", "Barrett" e "Opel"

segunda-feira, julho 03, 2006

Song # 57 - Façam as árvores dançar (Rock e Electrónica em Oliveira do Hospital)

Pela primeira vez na história da música pop rock feita em Oliveira do Hospital, a Câmara Municipal organiza uma mostra de música moderna, inserida na semana da juventude, que decorre na cidade entre 08 e 16 de Junho, levando até ao palco do Parque do Mandanelho 09 projectos locais das mais variadas correntes estéticas. Rock musculado, pop rock com sabor FM, electrónica e até música extrema, vão passar pelo palco da cidade.
Belo Chasso, Ó Telo, Cubo, Drum & Key, Men On Pause, Out Level, Kalyan, Klone, Stereo Ego, e Vynill são as bandas presentes na I Mostra de Música Moderna de Oliveira do Hospital, com início marcado para as 20:30 do dia 08 de Julho. A abrir a mostra, em jeito de celebração, dois projectos musicais com marcadas influências africanas, Djembé Orchestra Mondega e Ritmos do Fogo, sedeados no vizinho concelho de Tábua.
Na realidade esta não é, verdadeiramente, a I Mostra de Música Moderna da cidade (só assim chamada por ser a primeira organizada pela edilidade). “Sons Na Cidade” (1993) e “Sons Na Cidade II” (1995), deixaram marcas, ainda hoje visíveis (basta reparar que a maior parte dos músicos que integram as bandas actuais, eram os que integravam os projectos na altura), na música local de cariz alternativo. Neste espectro, Oliveira do Hospital sempre teve uma forte tradição, muito embora poucas bandas tenham conseguido uma projecção que ultrapassasse em larga escala a área geográfica onde se inserem, havendo, mesmo assim, honrosas excepções, que falaremos com mais pormenor num próximo número do S_21. Para já, vamos todos estar de olhos postos nesta Mostra de Música Moderna, esperando, sinceramente, que não seja a última. Os músicos merecem, a cidade merece, o público merece.
in S_21/Junho 2006

segunda-feira, junho 19, 2006

Song # 56 - Sonic Scope 2006 na Fonoteca Municipal de Lisboa

De 22 a 24 de Junho decorrerá na Fonoteca Municipal de Lisboa a 6ª edição do Sonic Scope. Aqui fica a info oficial do evento, disponibilizada pela Fonoteca. See Ya.
O festival Sonic Scope nasceu em Setembro de 2001 a partir de uma iniciativa particular de Nuno Moita e João Vicente, fundadores, posteriormente, da plataforma editorial Grain of Sound. O festival tem vindo a apresentar anualmente um conjunto de músicos e artistas sonoros intimamente ligados às músicas experimentais e improvisadas de matriz electrónica e electro-acústica. A primeira edição realizou-se noPalácio Marim Olhão com o apoio do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa e da Fonoteca Municipal de Lisboa. As quatro edições seguintes conheceram outros palcos, sempre em Lisboa: Galeria ZDB (2002), Gare Marítima de Alcântara (2003, incluída no número festival) e Fonoteca Municipal de Lisboa (2004 e 2005); edições estas já desenvolvidas pela editora Grain of Sound, entidade que se mantém como programadora oficial do evento. O Sonic Scope conhecerá este ano a sua sexta edição e terá a seguinte programação:
22 de junho
» Antecâmara Scope / Sei Miguel
» Manuel Mota + Margarida Garcia + Plan + Tinfoil
» Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues, José Oliveira, Miguel Bernardo, Nuno Torres
23 de junho
» Adriana Sá
» Paulo Raposo + Rui Costa
» Caveira (Pedro Gomes,Joaquim Albergaria e Rita Vozone)
24 de junho
» Ur (André Sier & Nuno Morão)
» Naja Orchestra (Vitor Joaquim, Miguel Carvalhais, Pedro Tudela e Carlos Santos)+ Ulrich Mitzlaff
» Sound Asleep (André Gonçalves, Rodrigo Dias,Gonçalo Silva e Nuno Pessoa)
ENTRADA LIVRE ' sempre às 21h30

quarta-feira, junho 14, 2006

Song # 55 - Instalação Sonora no Ritual Bar


Como complemento da exposição de pintura "esculturas a tinta", de Rui Monteiro, no Ritual Bar, em Oliveira do Hospital, irá ser criada uma instalação sonora em tempo real, no sábado, 17/06, pelas 22:00, pelo próprio artista e por Luís Antero. Música ambiental original improvisada é o q se vai ouvir, sempre com as telas como fundo...Apareçam.

sexta-feira, junho 02, 2006

Song # 54 - Tiago Sousa/Merzbau


Como prometido, aqui fica a entrevista que a minha guitarra azul fez a Tiago Sousa, o responsável pela netlabel Merzbau. See Ya.
1 – Dizes no teu manifesto que a Merzbau surgiu como um espaço de divulgação e consumo livre de música. Sentes que com a tua netlabel o conceito de “música livre” é realmente levado à letra?

Tento que a Merzbau seja sinónimo de música livre. Livre de preconceitos, livre de lógicas comerciais, livre das amarras que a indústria portuguesa tem cimentado e que são extremamente castrantes para os músicos. A netlabel leva esse conceito ao seu sentido mais directo “libertando” os mp3, distribuindo-os de forma gratuita, convidando cada pessoa a partilha-los com os amigos, na Internet e a exibi-los publicamente conferindo-lhes esse sentido de música livre.

2 – Na Merzbau a música é entendida como um bem cultural – antes mesmo de um bem de consumo – que é pertença de todos, daí que todos quanto o queiram podem usufruir gratuitamente dele. Sentes que, desta maneira, a música pode chegar a muitas mais pessoas e ser ao mesmo tempo devidamente valorizada?

Parece-me que nos últimos tempos e cada vez mais com a imposição de uma lógica capitalista na nossa sociedade o papel conferido à música tem sido cada vez mais o de mais um objecto gerador de capital e riqueza sendo que o seu valor intelectual e cultural é passado para segundo plano. Exemplo disso é a atitude que a Associação Fonográfica Portuguesa tem tomado ao dizer coisas como “se não comprarem cds a música portuguesa irá acabar”, não passa de uma mentira descarada. A música é uma arte, e a arte existe na humanidade desde que subimos um estágio na nossa evolução e as nossas preocupações começaram a ir um pouco mais além da alimentação e da reprodução. O ser humano não consegue equacionar a sua existência sem um espaço para a sua expressão e é isto que tento valorizar com a Merzbau. Em vez de seguir uma lógica mercantil, partir do princípio que a arte é pertença de cada artista e de todos nós. Devemos claro valorizar cada vez mais o trabalho dos artistas e o tempo que dispensam na produção dos seus artefactos mas acho que existem formas diferentes de tornar esse tempo viável e os investimentos compensadores. A lógica é a de que a arte vive em cada um de nós e não pode ser tratada como um automóvel ou um relógio de ouro.

3 – Ainda no manifesto dizes que o vosso objectivo é unicamente dar a conhecer a música em que acreditam e com isso poder fazer a diferença. Estás a consegui-lo em Portugal? Achas que realmente as pessoas notam a diferença?

Aí entram dois lados meus que estão em constante conflito, de um lado o sonhador do outro o niilista. O sonhador diz que devemos acreditar em nós próprios e com trabalho e preserverancia tudo está ao nosso alcance, o niilista acha que neste país tudo o que vá além do futebol tem pouca importância e que a grande maioria das pessoas se está literalmente a cagar para música feita por pessoas e não se importa de ouvir mil xs o mesmo single sem ter que se chatear a pensar em significados ou valores emocionais. No meio disto tudo surge um equilíbrio que me vai levando a continuar. Penso que o nosso trabalho terá de ser cada vez mais levado além fronteiras e acho que temos um espaço a ocupar num certo circuito cultural europeu que se está a solidificar nas profundezas do underground e que aos poucos começa a despoletar. Veremos o que o futuro nos reserva.

4 – Em Portugal existem, pelo menos, 4 netlabel’s (suponho que haja mais) e a fonoteca (juntamente com a Merzbau) vai dedicar-vos um fim-de-semana, em que cada editora leva uma banda do seu catálogo para tocar ao vivo, uma ideia bem interessante, aliás.
Achas que este tipo de eventos potencia a vossa acção? É que as netlabel’s são cada vez menos underground na visibilidade, apesar de se regerem por uma atitude de periferia face aos valores “normais” da indústria musical.
Acho que é essencial que as netlabel’s se mantenham unidas. Quando iniciei a merzbau e comecei a contactar com as netlabel’s que na altura já existiam (a yansr, a test tube, a mimi, a enough) fui extremamente bem recebido e muito incentivado. É um valor que devemos todos preservar para nos ajudar a crescer em conjunto. Este encontro foi mais uma forma de tentar fortalecer essa união, mostrando ao público o trabalho que temos desenvolvido e divulgando ainda mais o fenómeno das netlabels. Continua a existir muita gente que desconhece esta forma de estar e espero que este evento nos ajude a chegar a mais gente.

5 – Tens muitas bandas a quererem “assinar” pela Merzbau? Surpreende-te o facto de tanta banda escondida por não ter uma oportunidade, apareça agora com uma urgência renovada pelo facto de a Merzbau e outras netlabel’s existirem (apesar de nunca, como até hoje, ter sido tão fácil ter música disponível para todo o mundo, basta atentar no exemplo do myspace) e assim puderem editar os seus trabalhos?

O interesse é moderado, normalmente a malta não tem muito aquela atitude de se chegar à frente com as edições. Sou mais eu que incentivo as bandas a lançarem qualquer coisa. O caso que referes do myspace, faz um certo sentido pensando que é um modo equivalente de uma banda fazer chegar a sua música ao público. Penso que a vantagem de te quereres associar a uma netlabel é a identidade de cada netlabel. O facto de tratarmos as edições como se de cd’s se tratassem para além de reunirmos ali várias edições no mesmo sítio. É um convite à cooperação e à união. Desde sempre que tive a crença de que a união seria a chave para a sobrevivência da música independente. Dou um exemplo muito concreto, os Lobster vão actuar com os Deerhoof, um evento que lhes vai possibilitar chegar a mais pessoas o que por arrasto pode trazer mais pessoas a chegarem ao contacto da merzbau e bandas já editadas. Acho que a urgência de mostrar o trabalho é algo inerente aos tempos que vivemos. É tudo para ontem……

6 – Como fazes a selecção das bandas que editas? Tens algum critério pessoal, editorial ou editas tudo o que te aparece?

Tenho um critério claro, acho que tento defender um critério de qualidade que passa essencialmente por tentar descortinar a genuinidade nos princípios de cada artista. Interessa-me editar artistas que fazem música por gosto verdadeiro e não como uma forma de exacerbar os seus egos. Paralelamente a este critério está o meu gosto pessoal. Se eu encontrar algum ponto de interesse ou potencial nas bandas e artistas edito. Como sou uma pessoa com gostos bastante ecléticos, acho que isso se tem vindo a reflectir igualmente no catálogo já editado, tento não prender a merzbau a nenhum género específico.

7 – Sinceramente, achas que alguma “major” está atenta ao que a Merzbau edita?

Muito sinceramente? Acho que não… Se calhar estou enganado, mas a ideia que tenho relativamente às majors portuguesas é de que vivem fechadas num aquário. As coisas só lhes chegam ao nariz quando já são muito evidentes.
8 – Penso que todas as bandas editadas estão licenciadas, não é assim? O que são as “common licences”, podes explicar?

Bem os common licences são na prática formas simplificadas de fazerem valer os direitos de autor. Confesso que não sou um especialista em direitos de autor, mas de uma forma simplificada o direito de autor acede-te a partir do momento em que crias uma obra. Existem instituições como a SPA que faz valer esses direitos e se encarrega de fazer a gestão desses direitos. Os creative commons são uma forma alternativa de proteger esse direito de uma forma simplificada e global. Aconselha-se uma visita ao site http://creativecommons.org/

quinta-feira, maio 25, 2006

Song # 53 - Encontro de Netlabels na Fonoteca


Vai realizar-se este fim-de-semana, 26 e 27 de Maio, na Fonoteca Municipal de Lisboa, no âmbito do 12º aniversário daquela instituição municipal, o 1º encontro de Netlabels do país, organizado pela netlabel Merzbau e pela Fonoteca.
Farão parte deste encontro as netlabels Enough Records, Yellow Bop Records (26/05/06), Merzbau e Test Tube (27/05/06), cada uma trazendo uma banda do seu catálogo para uma apresentação ao vivo: da parte da Enough Records, Aenedra; da Yellow Bop Records, Sam Pull; da Merzbau, Goodbye Toulouse; da Test Tube, Frango.
Netlabel: Editora independente que edita música online, utilizando formatos digitais tais como MP3 e disponibilizando-os, normalmente, para download gratuito.
Outras netlabels: mimi (http://www.clubotaku.org/mimi)
Necrosymphonic Entertainment (http://www.necrosymphonic.com)
Plastic Records (http://plastic4records.com)
You Are Not Stealing Records (http://www.stealingorchestra.com)
Programa: 26 Maio (Sexta-feira)
Aenedra - Enough Records
Aenedra são Frederico Oliveira e Filipe Cruz, dois dos fundadoresda enoughrecords. O seu som mistura fortes influências individuaisdas várias escolas do IDM, corrompidas com glitch, click-hop, microsound, unessentialism, dark ambient, drone, noise, com fortes influências depost rock e um gosto mórbido pela decomposição pragmática dossons habituais. Aenedra surge como uma guerra viciada entreo esteticamente correcto e a corrupção.http://enoughrecords.scene.org
Sam Pull - Yellow Bop Records
Sam Pull é uma das faces da YBR. Primeiro produtor, depois músico.Actualmente acumula ainda a função de promotor da própria etiqueta,mostrando o trabalho dos colegas sem pedir licença. Cuidadosoe meticuloso, Sam Pull encaixa-se no espaço onde toca – espaçocom cadeiras, momentos de contemplação; sem cadeiras, pista de dançafrenética. A preferência recai claramente no segundo, onde facilmentese percebe a redefinição da palavra “festa”.http://ybr.essaycollective.org

27 Maio (Sábado)
Goodbye Toulouse - Merzbau
Esta banda nascida no Verão de 2004, vê editado o seu primeiroregisto – Urbe – em Março de 2005 através da Merzbau. Uma ode àvivência urbana onde guitarras rasgadas e uma produção low fi servede pano de fundo para vocalizações intensas e perturbantes. Contandonas suas fileiras com Luís Nunes ( Jesus, the Misunderstood ),Pedro Girão ( Jesus, the Misunderstood ) e Tiago Sousa, jáactuaram em espaços como a ZDB, Santiago Alquimistaou Soc Harmonia Eborense.http://www.merzbau.pt.vu
Frango - Test Tube
Altos mensageiros das novas músicas livres nacionais, este trio do Barreiroé constituído por Jorge Martins (Fish & Sheep, Ivone), Rui Dâmaso (PCF Moya, Searching Records) e Vítor Lopes (Barcos, Ivone, Searching Records). O Frango explora a textura, o espaço e o som como universos puros, impolutos por harmonia convencional e ritmos óbvios, expressão emmatéria difusa, hipnose e puro entusiasmo acústico e eléctrico. A ouvirSitting San (Test Tube, 2005), Whole Hit Bloomer (SearchingRecords, 2005) e Slayered / Slaughtered (Searching Records, 2004).http://www.monocromatica.com/

ENTRADA LIVRE ' sempre às 21h30
+ à frente publicaremos uma entrevista com Tiago Sousa, o "dono" da Merzbau e um dos organizadores deste evento. Hasta.

sexta-feira, maio 19, 2006

Song # 52 - Out Level - The Bedroom Sessions, Vol.1


Já está disponivel online e para download em www.merzbau.pt.vu o EP "The Bedroom Sessions - Vol.1" de Out Level. Podem ouvir o EP directamente do site ou descarregá-lo para o vosso computador através do ficheiro zip disponível.
Brevemente será anunciada a data e o local do concerto de apresentação destas sessões.
Um obrigado muito especial ao Tiago Sousa. Salvé.

segunda-feira, maio 15, 2006

Song # 51 - Nova Música Portuguesa

Tal como aconteceu em 2004, 2006 tem sido um bom ano para a música portuguesa. Todos os meses aparecem nos escaparates novos e bons trabalhos. Aqui fica uma lista (meramente pessoal) para ilustrar estes 5 meses de actividade discográfica em Portugal. Fiquem bem.
1 - Dead Combo - Vol. II - Quando A Alma Não É Pequena
2 - The Weatherman - Cruisin' Alaska
3 - Cindy Cat - Cindy Cat
4 - The Legendary Tiger Man - Masquerade
5 - A Naifa - 3 Minutos Antes De A Maré Encher
6 - X-Wife - Side Effects
7 - No Data - Música Naïve

segunda-feira, maio 08, 2006

Song # 50 - Out Level

O projecto oliveirense de música instrumental/experimental/improvisada, Out Level, vai ver o seu 1º EP editado pela netlabel Merzbau. "The Bedroom Sessions - Vol.1" estará assim disponivel para download grátis e legal lá para o final do mês.
Mais à frente falaremos do fenómeno das netlabel's e publicaremos uma entrevista com Tiago Sousa, o dono da Merzbau.
Entretanto, passem por www.merzbau.pt.vu e oiçam algumas das bandas pertencentes a esta editora. See ya.

quinta-feira, maio 04, 2006

Song # 49 - "My Little Underground"

Lamento os dias assim, em que tudo corre mal. Hoje, só uma boa dose de rock narcótico me salvará. Vou optar pelos grandes The Jesus And Mary Chain. Talvez amanhã a coisa corra melhor...
running away
I got something to say
you're in my way
so goodbye yesterday
I'm gonna run and finda place where I can hide
somewhere that no one knows
someplace that no one goes
so don't you look for me
I'll be where you can't see
somewhere I can't be found
my little underground
it's easy to see
that you're laughing at me
no guaranteeat least none I can see
and it's cold outside
doesn't work out right
gonna stay inside
gonna stay inside
I'm gonna run and finda place where I can hide
somewhere that no one knows
someplace that no one goes
so don't you look for me
I'll be where you can't see
somewhere I can't be found
my little underground
sun shines so high
bright in the sky
sun shines so, sun shines so
sun shines so high above
and it's cold outside
and it's cold outside
doesn't work out right
gonna stay inside
and I can't
can't understand it
don't know why
don't know why
just can't
can't understand it
don't know why
don't know why
and it's cold outside
doesn't work out right

domingo, abril 30, 2006

Song # 48 - "The Proposition"


"The Proposition" é a mais recente colaboração entre o realizador John Hillcoat e o argumentista/músico Nick Cave, depois de "Ghosts...Of The Civil Dead" e "To Have And To Hold". "Já descrito como um anti-western, com ecos de Sam Peckinpah e Sergio Leone, THE PROPOSITION é um filme lírico, atmosférico e contemplativo, mas também brutal, cruel e violento. Em fundo a Austrália colonial no final século XIX. Charlie e Mikey Burns, dois criminosos irlandeses, são presos pelo Capitão Stanley pelo massacre de uma família. Stanley faz aos dois homens uma proposta: se Charlie não apanhar e matar Arthur, o seu irmão mais velho e líder do gang, Mikey será enforcado no dia de Natal. Rico em alegorias sobre a vida e a morte, pecado e redenção, THE PROPOSITION conta com interpretações de excepção a cargo de um elenco impressionante, de onde se destacam os nomes de Emily Watson, John Hurt e Guy Pearce." O filme tem banda sonora original a cargo de Nick Cave e Warren Ellis, entre temas de densidade poética e contemplativa e adaptações de temas tradicionais irlandeses e teve a sua anteestreia no Indie Lisboa 2006 - 3º Festival Internacional de Cinema Independente.
Cast: Tom Budge, Guy Pearce, Emily Watson, Ray Winstone, David Wenham, John Hurt, David Gulpilil, Leah Purcell, Richard Wilson, Tommy Lewis, Boris Brkic, Iain Gardiner, Danny Huston Director: John Hillcoat Producers: James Atherton, Chris Auty, Sara Giles, Michael Hamlyn, Michael Henry, Norman Humphrey Screenplay: Nick Cave Cinematography: Benoît Delhomme Music: Nick Cave, Warren Ellis Australian theatrical release date: October 6, 2005

quinta-feira, abril 20, 2006

Song # 47 - Sei Miguel

Sei que já foi a algum tempo, mas encontrei o texto hoje e resolvi inclui-lo aqui na minha guitarra azul, para contento dela, somente...
Depois de ter ouvido umas cem vezes o ultimo disco dos Dead Meadow (“Feathers”, Matador, 2005), saí de casa para a noite fria que me piscava o olho. Não havia muita gente na rua. Lisboa já se tinha recolhido para o aconchego etílico dos bares. A minha missão era simples: entrar na Galeria Zé dos Bois, ocupar um lugar estratégico com vista para o palco e desfrutar de duas bandas que ali iam tocar: Manta Rota e Sei Miguel Jazz-Out Leadership. Não conhecia nem uma nem outra. Dos Manta Rota, a primeira banda da noite, conhecia pessoalmente o Afonso Simões, que faz “sonhos pop” musicais com o seu projecto Phoebus, e de vista alguns dos outros membros. Os Manta Rota são um colectivo de músicos provenientes de outras formações como Gala Drop, CAVEIRA, The Vicious 5 ou Fish & Sheep. Aquilo que ouvi (sim porque, até com um esforço danado para me por em bicos-de-pés, não consegui ver grande coisa) na ZDB no sábado à noite, dia 14, nas chamadas Avant_aavv_Sessions, foi um edifício sonoro feito de diálogos eficazes, que me deixou a meio caminho entre os anos 60 dos Doors e os tempos + recentes dos Godspeed You! Black Emperor. Muito Bom.
Intervalo. Tempo para beber um copo de vinho entre os noctívagos locais.
Entrei mais cedo na sala de concertos, apropriadamente chamada aquário (onde não se deve fumar), para arranjar, desta vez, um bom lugar para assistir à experiência que se seguiria. Há já muitos anos que oiço falar de Sei Miguel, do seu génio, dos seus improvisos, do seu experimentalismo, daquilo que tem feito pela música portuguesa além fronteiras, etc., etc., enfim, uma referência. E como se isto não bastasse, veio acompanhado de outro músico, entre outros, de renome internacional: Rafael Toral, uma das + altas “vozes” da electrónica lusa.
Jazz + electrónica + free rock = um dos melhores concertos a que tive oportunidade de assistir.
Diálogos eficazes e consistentes entre os 7 elementos da banda, com Sei Miguel como condutor mor. Tudo bem ensaiado ou, melhor, improvisado. A trompete de bolso de Sei Miguel entra e sai de mansinho, como um gato que sai de casa para ver as estrelas e + tarde volta ao seu aconchegante lar, a guitarra eléctrica dedilha a forma da noite encostada ao vidro, o baixo entra em convulsões de graves dispersos pelas 4 cantos da sala, a percussão, comedida e implacavelmente bem tocada, dá o beat que se sente e que se quer sentir. Como se a noite não tivesse fim…


segunda-feira, abril 17, 2006

Song # 46 - RadiaLx2006 - Part II


11/04/2006, Fonoteca Municipal de Lisboa
Tópicos de um debate aberto: Rádios comunitárias, Arte Rádio:que história é esta? com Sarah Washington (Resonance FM - Londres), Knut Aufermann (Resonance FM - Londres), Moderador Ricardo Reis (Presidente da Rádio Zero).
- A rádio como depósito de trabalhos de autor;
- A rádio como meio de transmissão e comunicação com o ouvinte;
- A qualidade do que passa nestas rádios é definida pelo ouvinte;
- Os ouvintes são os principais impulsionadores da rádio, contribuindo para a sobrevivência da mesma;
- Arte Rádio = #s maneiras de ouvir e fazer rádio (ex.: tocar saxofone nas ruas de Londres e enviar o sinal directamente para a rádio enquanto um carro passa sintonizado na mesma frequência fazendo delay em tempo real...)

Song # 45 - Dead Combo



Entre o público que assistiu ao concerto dos Dead Combo no Fórum Fnac do Chiado, no dia 4 de Abril, estavam duas crianças...----------------------------------------------------------------
"Não gosto desta música", disse uma. "Aprende a gostar", disse a outra.
Pois é. Estranha-se, entranha-se e ama-se. Os Dead Combo têm novo disco, "Vol. II - Quando A Alma Não É Pequena", e dizem tudo, novamente, sem quase dizerem nada, mas com uma alma imensa, nossa, ou quase. Play the blues dead people, play the blues.

sexta-feira, abril 07, 2006

Song # 44 - RadiaLx2006



Parabéns ao Ricardo Reis, de Lagares da Beira, por trazer a Lisboa este magnifico evento...keep going man, keep going...
Em 2005, a convite da então chamada Rádio Interna do Instituto Superior Técnico de Lisboa, o projecto Out Level teve o privilégio de participar numa sessão da Radia com um longo tema de 50' intitulado "Free Experimental Radio". Obrigado.
"O RadiaLx2006 irá reunir, na cidade de Lisboa, os membros da Radia, uma rede de rádios comunitárias/experimentais/livres, para uma série de reuniões internas e eventos públicos. Esta rede é formada por um grupo heterogéneo de rádios com transmissão em FM e na internet , que têm em comum uma faceta não comercial e o fomento da rádio enquanto meio à disposição da comunidade e da arte. Os membros da Radia são a ResonanceFM (Londres), Reboot.fm (Berlim), Radio Campus (Bruxelas), Grenouille (Marselha), Orange (Viena),Kunstradio (Viena), Tilos Radio (Budapeste),Kanal 103 (Skopje), Radio Cult (Sofia) eRádio Zero (Lisboa).
A Rádio Zero, ainda como Rádio Interna do IST - RIIST, propôs a cidade de Lisboa para esta reunião da Radia com o intuito de promover a divulgação de uma forma diferente de rádio na cidade. Levantar questões sobre o que serão rádios comunitárias, o que é a arte rádio, sobre a liberdade de acesso ao media radiofónico e dos modelos passíveis de dar resposta a uma necessidade latente e ainda não respondida, é o objectivo de trazer ao público o RadiaLx2006,que irá decorrer de 10 a 14 de Abril, propondo ao público três actividades distintas:
> Painéis de discussão pública, naFonoteca Municipal (A fim de promover a discussão e o debate sobre a rádio e o seu papel, a necessidade de um modelo de rádio alternativo e a sua evolução, tanto de forma técnica como na percepção, produção e transmissão de conteúdos, estarão disponíveis três painéisde discussão na Fonoteca);
> Ciclo de cinema na Cinemateca Portuguesa;
> Concertos de arte rádio na Galeria Zé dos Bois.
Informação fornecida por Rádio Zero.
11 de Abril (terça-feira) – 18H
Rádios comunitárias, Arte Rádio:que história é esta? com Sarah Washington (Resonance FM - Londres),Knut Aufermann (Resonance FM - Londres),Moderador - Ricardo Reis (Presidente da Rádio Zero).
12 de Abril (quarta-feira) – 18H
A liberdade dos comuns:tecnologia, evolução, percepção com Pedro Leitão (netlabel testtube),Pedro Almeida (a confirmar), entre outros.
13 de Abril (quinta-feira) – 18H
Radio, Web, Podcast:mutações de um meio de transmissão com João Paulo Meneses (TSF - Radio.com) (a confirmar), representante da Lusocast (a confirmar), entre outros




quinta-feira, março 23, 2006

Song # 42 - Liberdade de Imprensa


Está patente até ao dia 30 de Abril, na galeria do Diário de Notícias, em Lisboa, uma exposição de arte, da colecção Berardo, intitulada "Liberdade de Imprensa", com obras de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, José Vieira, Jennt Holzer, Joe Tilson, Sturtvant, James Rosen, Martial Raysse, Alain Jacquet, Richard Prince, Tracy Moffatt, Kurt Schwitterz, Gustav Klucis, Mark Lancaster, Mimmo Rotella ou Arnaldo Pomodoro, albergando os movimentos artisticos da pop art, conceptualismo, pós-modernismo, novo realismo ou video-art, tendo em comum "referências do mundo dos media".
Para além da exposição, podem ainda ser observados no mesmo local os murais que Almada Negreiros criou para a sede do Diário de Notícias.

terça-feira, março 21, 2006

Song # 23 - Sonhos Pop


Quantas revoluções por minuto fizeram os Pop Dell' Arte? Esta e outras questões foram levantadas durante a apresentação de POPlastik 1985-2005, o disco que assinala os 20 anos de existência da banda lisboeta, que ocorreu no Fórum FNAC do Colombo, no passado dia 10, com a presença do jornalista Nuno Galopim, do realizador Zé Pinheiro (que assinou vários vídeos para os Pop Dell' Arte) e do músico Zé Pedro Moura (Pop Dell' Arte/Mão Morta/Pop Dell' Arte).
Antes da conversa, passaram pelo ecran do Fórum imagens de arquivo do saudoso programa de música da RTP, Pop Off, com vídeos dos Pop Dell' Arte e entrevistas de João Peste. Um must.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Song # 22 - "33 1/3"


A edição de hoje, 10/02/06, do "6ª", o novo suplemento do Diário de Notícias - ah, que saudades já do "DNmúsica"! - dedicado à música, cinema e literatura, traz um artigo da autoria de Nuno Galopim intitulado "Música para ler". Trata-se da série 33 1/3 ( trinta e três e um terço = "...número exacto de rotações por minuto nos pratos de vinil para escuta de um álbum..."), onde em cada livro se apresenta um álbum fundamental da música popular dos últimos 50 anos.
Até agora já foran lançados títulos sobre "Low" de David Bowie, "Unknown Pleasures" da Joy Division, "OK Computer" dos Radiohead, "Forever" dos Love, "Grace" de Jeff Buckley, entre + 24 títulos disponiveis através de importação. Pink Floyd, The Velvet Underground, MC5, The Smiths, The Beatles ou The Rolling Stones também já foram alvo de análise nesta série.
Para 2006 estão previstas análises a discos dos Stone Roses ("The Stone Roses"), Pixies ("Doolittle"), Beastie Boys ("Paul's Boutique"), Sly and the Family Stone ("There's a Riot Goin' On"), Sonic Youth ("Daydream Nation"), Bob Dylan ("Highway 61 Revisited"), entre outros.
Em 2007 e 2008 passarão por esta série nomes como U2 ("Achtung Baby"), PJ Harvey ("Rid Of Me"), Nick Drake ("Pink Moon"), Patti Smith ("Horses"), Television ("Marquee Moon"), The Magnetic Fields ("69 Love Songs") entre outros.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Song # 21 - "Retrato da Centopeia/W.S. Burroughs"


“Retrato da Centopeia / W.S. Burroughs”, de Al Berto por Out Level com Diego The Cloudmaker

(poema em 7 partes com música a fundo)


1 – Poeira de vidro cobre-lhe a cabeça. O Puto-Centopeia larga um rasto de palavras sorvadas nas pálpebras do ano 70.
O tinteiro das alucinações abre-se, entorna-se, e um abutre esvoaça por cima do papel. A noite refaz-se a partir da palavra noite. E a cidade afunda-se numa canção repetida em surdina.
O Puto-Centopeia escancara a boca, o ar estilhaça. A mão põe-se a esgaravatar no pulmão da escrita.
O Puto, o Puto-Aranha, desce do tecto, Respira na teia dos dedos. Espalha-se pelo quarto o fumo enjoativo do ópio.
A parede oscila. Brilham os néons das cidades contaminadas.

2 – Seis da manhã. Luz suja, morta. Chuva ácida. Restos de jornais molhados. Descobriram uma criança morta num caixote de lixo.
Bill toca-lhe o ventre. A criança ressuscita.
Madrugada peganhenta flutuando no vento das lixeiras.
O tempo afunda-se numa ilha de cinza. Caminhamos.
Em cima da mesa de cabeceira o ar vibra, torna-se sólido. Estendo a mão, agarro a cabeça transparente de Bill. Guardo-a na ferida sanguinolenta do peito.
O Puto-Centopeia sorri em forma de coração.

3 – Cabine telefónica estanque. Um corpo oscila no clorofórmio. A dor esvai-se, dedos marcam números.
Onde viverá o ultimo desejo?
Contra o vidro da cabeça ecoa um grito.
Bill-Língua-Morta rasteja com o sexo nas fissuras do asfalto.

4 – Revólver. Dedo. Olho. Bala. Crânio luminoso que ascende.
Exterminar torna-se cansativo, dizes.
De pé, junto ao lavatório dum filme de série B, esmagas a beata no sabonete.
Sono: sémen escorrendo de um para o outro. Mão aberta. A centopeia do ombro move-se em direcção à veia. Garrote improvisado, cem patas de veneno letal.
O Puto-Seringa ri convulsivamente.

5 – Silhuetas atravessam o deserto. Multiplicam-se à roda das fogueiras. Na fricção dos sexos reproduzem-se.
Da penumbra dos corpos emaranhados ergue-se o Puto-Chacal. Ordena: demolir as ruas numeradas, as avenidas que terminam nos cemitérios de lata. Violar os chuis que arreganhem o dente. Devastar.

6 – Estrela morta nas têmporas.
Destruídas as engrenagens de abastecimento à cidade os putos selvagens regressam à mente. Mortos – mortos sem duvida por não existirem ainda.
Ilumina-se a cabeça do fantasma de Bill. Ouve-se a voz gravada dos poucos sobreviventes.
Corri para fora do ano 70. Nenhum amanhã nem mesmo o suicídio.

7 – O Puto-Centopeia envelheceu. Vive hoje retirado na Grande Casa do Cogumelo. À beira da lucidez eterna.
É tempo de recomeçarmos a jogar nos mil e um flippers deste fim de século.
[poema musicado ao vivo a 26/11/2005 no Espinhal Mouro Bar, Lagares, Oliveira do Hospital]

Song # 20

"Se os acordes partirem das fibras de um instrumento, escuto com volúpia essas notas perfeitas que se soltam cadenciadamente através das ondas plásticas da atmosfera."
Isidore Ducasse, in Os Cantos de Maldoror

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Song # 19 - Os 15 + do Tavares

E porque ainda é Janeiro, aqui ficam os 15 + do amigo Rui tavares:
1 - The Evens - "The Evens"
2 - Jesu - "Jesu"
3 - The Mars Volta - " Frances the Mute"
4 - ...Trail of Dead - "World's Apart"
5 - The departure - " Dirty Words"
6 - Editors - "The Back Room"
6 - The Arcade Fire - "Funeral"
7 - Bloc Party - "Silent Alarm"
8 - The Go! Team -"Thunder, Lightning, Strike"
9 - Architecture in Helsinki - "In Case We Die"
10 - Sleater-Kinney - "The Woods "
11 - Duke Spirit - "Cuts Across the Land"
12 - LCD Soundsystem - "LCD Soundsystem"
13 - Andrew Bird - "Andrew Bird & the Mysterious Production of Eggs"
14 - Colder - "Heat"
15 - The Books - "Lost And Safe"

terça-feira, janeiro 10, 2006

Song # 18 - + 5 Boas Razões

+ 5 boas razões para esses ouvidos atentos:
1 - The Boxer Rebellion - Exits (2005, Universal)
2 - The Coral - The Invisible Invasion (2005, Sony International)
3 - Elbow - Leaders Of The Free World (2005, V2)
4 - Hard-Fi - Stars Of CCTV (2005, WEA International)
5 - The Departure - Dirty Words (2005, EMI)
obrigado Tavares...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Song # 17 - No Direction Home


Bob Dylan: No Direction Home é o DVD musical do ano para a minha guitarra azul. Relato iconográfico de uma das maiores figuras musicais de todos os tempos. Não lhe chamem génio que ele não gosta. Chamem-lhe antes POETA.

Song # 16 - Os 15 + para a minha guitarra azul

1 - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
2 - Jamie Lidell - Multiply
3 - The Arcade Fire - Funeral
4 - Bloc Party - Silent Alarm
5 - Colder - Heat
6 - Kubik - Metamorphosia
7 - Six Organs Of Admittance - School Of The Flower
8 - Gorillaz - Demon Days
9 - Bright Eyes - I'm Wide Awake, I'ts Morning
10 - Mercury Rev - The Secret Migration
11 - Sufjan Stevens - Illinoise
12 - Four Tet - Everything Esctatic
13 - Frank Black - Honeycomb
14 - Editors - The Back Room
15 - Art Brut - Bang Bang Rock 'N' Roll

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Song # 15 - Os 10+ da Wire para 2005


1 - The Books - Lost And Safe
2 - MIA - Arular
3 - Animal Collective - Feels
4 - Richard Youngs - The Naive Shaman
5 - The Lappetites - Before The Libretto
6 - The Focus Group - Hey Let loose your Love
7 - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
8 - Tetuzi Akiayma - Route 13 To The Gates Of Hell: Live In Tokyo
9 - CocoRosie - Noah's Ark
10 - Boards Of Canada

www.thewire.co.uk

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Song # 14 - 5ª dos Portugueses

Teve lugar ontem à noite, numa Aula Magna pouco composta, + 1ma edição da "Quinta dos Portugueses", da responsabilidade da Antena 3.
Só tive oportunidade de ver 2 bandas, mas foi o bastante. Rock 'n' Roll never dies é que é. The Vicious Five e The Wray Gunn. Yeah. Yeah.
Grandes concertos protagonizados por estes senhores. Energia, entrega total, riffs poderosos...sei lá...muito bom, mesmo bom.
Rock 'n' Roll pelos tomates. Yeah, Yeah, Yeah.

domingo, dezembro 04, 2005

Song # 13 - Exploratory Music From Portugal 05

A revista Wire, na sua edição do mês de Outubro, para além de conter um artigo de Pedro Gomes acerca das novas bandas portuguesas que gravitam em redor da Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, traz de oferta um CD intitulado "exploratory music from portugal 05", por ocasião do festival londrino Atlantic Waves, que levou à capital inglesa nomes como Wray Gunn, The Legendary Tiger Man, Dead Combo, Blasted Mechanism ou The Gift.
O CD, dividido em 3 partes - South, East e North - funciona como cartão de visita para as várias manifestações da música portuguesa , desde o fado de Joana Amendoeira e Helder Moutinho, o rock de Dead Combo, Tiger Man ou Fat Freddy, a electrónica de 1-Uik Project ou The Gift, a poesia musical de Américo Rodrigues, o minimalismo de Adriana Sá e Margarida Garcia ou os experimentalismos vários de Sei Miguel e Rafael Toral.
Miguel Santos, o responsável por esta compilação, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian, dá-nos assim um excelente veículo para o encontro com novas e velhas manifestações musicais do nosso Portugal. Muito bom.

sábado, dezembro 03, 2005

Song # 12 - Out Level |||| Música Incomodativa ||||

Mais uma vez o Espinhal Mouro Bar encheu-se de gente para assistir a um concerto rock - sábado, 26 de Novenbro. Bem sei que algumas pessoas estavam ali pelo simples facto de não terem + nada para fazer, mas tb sei que outras se deslocaram propositadamente a este local acolhedor porque se interessam por estas coisas da música alternativa. Por mim vou continuar a dar concertos para todos. Para os que acham piada e para os que não têm piada nenhuma. É assim que vejo as coisas. Todos temos falta de coisas novas. Pelo menos uma parte de nós. Por isso é de louvar estas e outras iniciativas, neste local ou noutro qualquer. Out Level, d_._b e Drum & Key já deram o mote. Venham outros.